quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A Origem das Cidades e a Urbanização no Mundo Antigo e Medieval

Jerusalém - Ruínas de Davi
1)Introdução:
Atualmente o homem é um ser urbano, grande parte da população mundial vive em cidades e centros urbanos, mas isso não é algo contemporâneo. Desde o início das primeiras civilizações o homem já habitava pequenos centros urbanos (há cerca de 5.500 anos). Contudo a urbanização maciça da humanidade só começou a se dar entre os séculos XVIII e XIX, quando a indústria, buscando estabelecer em locais separados ao campo, dominado pela agricultura, instalou-se nas cidades e a população que era desapropriada do campo migrava para tais cidades servindo de mão-de-obra para as indústrias (vale lembrar que algumas indústrias não deixaram de se instalar no campo, mas grande parte tendia a se instalar nos centros urbanos).

Enfim, esse fenômeno remete a duas questões iniciais. Primeira, quais fatores colaboraram para o nascimento das primeiras cidades no mundo antigo? Segundo, quais as etapas intermediárias das cidades até a época moderna? Para responder tais questões iremos abordar a evolução das cidades até o fim período do medieval e pequena parte do período Moderno utilizando como base de nossas elucidações o livro A Urbanização da Humanidade de Gideon Sjoberg, com ênfase no Capítulo 2, "Origem e Evolução das Cidades".

Comecemos então, falando dos três principais níveis de organização humana responsáveis antecedentes à urbanização maciça dos últimos séculos e que são caracterizados por seus padrões tecnológicos, econômicos , sociais e políticos.

Caçadores do período Paleolítico - exemplo de Comunidade Primitiva
O menos complexo dos três níveis de organização é o da "Comunidade Primitiva", pré-urbano, que também antecede a escrita; este caracteriza-se, basicamente, por grupos pequenos homogêneos e familiares, autossuficientes e dedicados unicamente à subsistência do grupo através da caça, pesca e extrativismo; eram primordialmente nômades mudando sua estadia de acordo com a disponibilidade de alimentos e recursos das regiões. Desta maneira, não existia a possibilidade da produção de um excedente alimentar significativo e, consequentemente, especialização do trabalho e a subdivisão social, o máximo que havia era um líder guerreiro, ou religioso, que detinha pequenos privilégios; e uma subdivisão entre os trabalhos era dada por gênero e idade. Homens ficavam com atividades mais pesadas como caça e pesca, mulheres com o extrativismo e artesanato. Crianças e idosos trabalhavam basicamente as mesmas atividades das mulheres.

Sabemos que mesmo existindo comunidades primitivas até hoje, a grande maioria sofreu um processo transformação há mais de 4 mil anos, tornando-se cada vez mais complexas em suas estruturas. Estas sociedades então passaram a formar vilas, aperfeiçoando as técnicas de subsistência e organização. Chegaram assim ao estágio pré-industrial. Nesse tipo de organização da sociedade já era conspícua a acumulação de excedentes da produção alimentar, agora com base na agricultura. A agricultura neste período era a principal fonte de alimentos, embora continuassem sendo praticadas aquelas atividades anteriores (caça, pesca e extrativismo). Esse excedente alimentar permitiu que certos indivíduos deixassem o setor de produção insumos alimentares e passassem a dedicar-se a outras atividades não necessariamente ligadas à subsistência, surge então uma classe especializada de artesãos e os grupos xamanistas, dedicados ao sacerdócio (grupo de indivíduos conectados exclusivamente com a religiosidade). Sob essas novas condições de reprodução do trabalho desenvolveu-se uma nova forma de divisão das atividades facilitando a manutenção de grandes sistemas de irrigação e formação de núcleos não-agrícolas. Grande parte dessas sociedades pré-industriais dispunham da metalurgia, da roda e do arado – elementos essenciais para multiplicação da produção e contribuir para a distribuição dos produtos. Como exemplo típico dessas sociedades temos a grega, egípcia, assíria, babilônica, entre outras mil.

Escrita Hieroglífica Egípcia

Outros dois fatores foram de fundamental importância na caracterização e organização do estágio pré-industrial. O primeiro deles foi a invenção da palavra escrita, que cooperou com a contabilidade e manutenção dos gastos, além da fixação de fatos históricos, registros, leis e ensino. O segundo elemento eram as escassas fontes de energia, geralmente, a braçal e animal, sendo que as sociedades pré-industriais mais avançadas usavam também a eólica para navegação e em moinhos e em alguns casos, não muito comuns, a água.

Foi então, que nesse segundo contexto de organização social, econômico e político que se desenvolveram as primeiras cidades. Entretanto, somente no Terceiro Nível, que a cidade industrial aparece, caracterizada por uma estrutura de educação das massas, um sistema de classes fluido e, o mais relevante, um assombroso avanço tecnológico que usa novas fontes energéticas.

Além dos elementos supracitados outros dois também foram de suma importância para o desenvolvimento das cidades industriais. O primeiro foi a nova organização social que agora se via diante de grande excedente agrícola, que podia ser colhido, armazenado e distribuído, liberando mão-de-obra do campo em grandes quantidades. O outro fator está ligado ao transporte e localização da cidade, que quando próxima a regiões férteis e geograficamente favoráveis facilitam a distribuição e o transporte dos produtos primários, desenvolvendo inclusive as atividades mercantis.

2) Histórico:
É de nosso conhecimento que as primeiras cidades desenvolveram-se por volta de 3500 a.C., na região compreendida entre os rios Tigre e Eufrates. Além do solo fértil e do notável suprimento hídrico, a região encontrava-se no cruzamento de estradas que há séculos eram usadas por povos de diferentes culturas como meio de comunicação. A troca de informação entre essas diversas culturas contribuiu para o surgimento de vilas e povoados na região que, em pouco tempo, evoluíram para verdadeiras cidades. Elas encontravam-se especialmente na Suméria, mas também, em menor quantidade ao norte, em Acade. Algumas como Eridu, Erech Kish e Lagash, são conhecidas apenas por estudiosos; Ur, uma cidade que se formou mais tarde, é mais conhecida em geral.


Harappa

As primeiras cidades eram muito semelhantes entre si. Tinham uma base cultural e técnica análogas. O trigo e a cevada eram os principais produtos agrícolas, o bronze o metal, e o arado ativado por tração animal, havia alguns veículos utilizando rodas. O líder da comunidade representava ao mesmo tempo o poder militar e o religioso, o tributo do campo pago ao representante dos deuses era guardado em dispensas nos templos. Artigos de luxo descobertos em túmulos e templos, por arqueólogos e historiadores, revelaram a existência de habilidosos artesãos, e a introdução de metais finos e pedras preciosas de locais distantes denota a existência de uma importante classe mercantil e a ascensão de uma elite já consolidada.

O vale do Nilo também foi uma região urbanizada durante a antiguidade. Em 3100 a.C., segundo documentos egípcios de períodos posteriores, já haviam aglomerações urbanas ao longo do rio. Contudo, não é possível afirmar que as comunidades urbanas egípcias foram “copiadas” da Mesopotâmia ou criadas involuntariamente por seus nativos. Ainda mais, não seria possível atualmente asseverar nem mesmo quais das duas civilizações iniciaram primeiro o processo de urbanização; quiçá os estágios mais rudimentares da vida urbana no Egito ainda estejam por ser desvendados no delta do Nilo, as pesquisas arqueológicas ainda não estão muito avançadas.

Enfim, “importadas” ou independentes as comunidades urbanas proliferaram durante o terceiro e segundo milênio antes de cristo. Em 2500 a.C., aproximadamente, desenvolver-se-iam as cidades de Mohenjo - Daro e Harappa no vale do rio Indo, na região atualmente ocupada pelo Paquistão. No milênio posterior, existiam grupos urbanos no rio Amarelo. A capital da dinastia Shang (cerca de 1500 a.C.) foi encontrada próxima a Anyang, antes da Segunda Grande Guerra; é admissível que as investigações arqueológicas em andamento na China cheguem a comprovar que a vida urbana tenha sido constituída antes de 1500 a.C.

Mesopotâmia

A grande probabilidade de as primeiras cidades egípcias serem mais novas que as sumérias e a certeza de que aquelas fundadas às margens do rio Indo e Amarelo são posteriores às mesmas, fortificam a afirmação de que o conceito de vida urbana tenha surgido primordialmente na Mesopotâmia.

Saindo do contexto do velho mundo, e levando em conta a região da América pré-colombiana temos que mostrar também a importância dos povos ameríndios na formação de cidades. Estes, especialmente, os da América Central (maias e astecas) constituíram grandes núcleos urbanos, porém a falta de dados sobre tais cidades têm levado muitos estudiosos à pesquisa de campo. Até a década de 60, por exemplo, muitos arqueólogos duvidavam que os maias teriam construído cidades, justificando que as ruínas encontradas eram grandes templos, visitados periodicamente pelas populações durante celebrações. Hoje, no entanto, não há dúvida de que se tratam de ruínas de cidades construídas pelos mesmos. “Em Tical, cidade maia na Guatemala, aproximadamente 3000 construções foram localizadas em uma área de 6,2 milhas quadradas; apenas 10% dessas construções são centros cerimoniais e, talvez, 60% tenham sido residenciais. Se tomarmos como média familiar a metade da hoje existente na região (5,6 pessoas), a população de Tical seria mais de 5000. Em Dzibilchaltun, outra cidade maia em Iucatã, uma pesquisa em menos de metade da área total da cidade revelou mais de 1500 construções. Teotihuacán, a maior cidade da região, atualmente ocupada pela cidade do México, pode ter tido uma população de 100 mil habitantes no primeiro milênio d.C.” (SJOBERG, 1967)

Mohenjo

Mesmo que apenas poucos exemplos escritos tenham sido encontrados em Teotihuacán, é plausível a hipótese de que seu povo sabia escrever, mesmo porque havia outros povos alfabetizados na América Central. De qualquer forma, o avanço dos maias em áreas como a Matemática e Astronomia poderiam facilmente colocá-los em uma hierarquia de civilização urbana. Algo que aludi uma concentração da elite culta em centros urbanos, haja vista que seria quase impossível o desenvolvimento extraordinário de tais áreas do conhecimento se essa elite estivesse espalhada por vilarejos no campo, limitando a troca de informações e a evolução das ideias.

Todavia a América Central não era a única região do Novo Mundo, com centros urbanos; sendo estes também existentes na região andina. Porém, uma cultura como a dos incas, não poderia ser considerada urbana, em decorrência dos meios que dispunham, não possuíam símbolos gráficos de representação da palavra escrita ou outros conceitos, apenas alguns números. Desta forma, não foram eficazes em difundir, por intermédio de uma elite culta, sua herança religiosa e histórica.

A civilização do Novo Mundo, porém, mostra-nos que apesar de alguns fatores serem importantes na construção de uma cidade, não são obrigatórios, pois as cidades da América Central, por exemplo, desenvolveram-se sem a utilização de animais domésticos, sem a roda e sem a presença de grandes rios. Um dos pretextos para isto foi o cultivo do milho, alimento que não necessita de muito empenho para sua produção, equilibrando a técnica rústica e a ausência de grandes cursos d’água. Já na região andina, fantásticas obras de engenharia e uma significativa divisão do trabalho não foram suficientes para compensar a lacuna da linguagem escrita, na consagração de uma sociedade genuinamente urbana.

Apesar da notória diversidade entre as culturas do povos africanos, da Ásia e do Novo Mundo, as primeiras cidades de todas essas regiões detinham características em comum, principalmente na forma de organização. A predominante foi a teocracia, cujo único líder exibia as funções de rei e chefe espiritual. A elite morava nas cidades, congregando-se com seus dependentes especialmente nos centros, que eram as áreas de maior autoridade,  onde se encontravam os templos e palácios dos governo. Tal concentração no centro urbano favorecia duas questões: a comunicação entre os membros da elite culta, que dependiam da troca de informações rápida, e como os transportes e meios de comunicação eram rudimentares, isso não era possível em grandes distâncias, e pelo fato de nesse centro a classe dominante estar mais protegida de ataques externos.


Não muito longe dos centros, haviam as lojas de artesãos, pedreiros, carpinteiros, ferreiros, joalheiros e ceramistas que compunham uma classe independente que oferecia seus produtos principalmente para a elite. E dos arredores da cidade em direção ao campo instalavam-se as residências dos moradores mais pobres ligados à agricultura. Tal característica de hierarquia social com o distanciamento do centro urbano era uma característica notável das civilizações pré-industriais, sendo comum em quase todas as cidades antes da Revolução Industrial.


Ruínas de Cidade Maia

A cidade, desde seus primórdios é tida como residência de especialistas e intelectuais, e consequentemente, fonte de constante inovação. É inegável que o aparecimento das cidades acelerou, e muito, a modificação social e cultural de modo tão importante quanto à revolução agrícola que a precedeu e a revolução industrial que a sucedeu. Enfim, as cidades funcionavam como um incentivo ao progresso social, político, econômico, ideológico, científico e religioso.

Embora algumas cidades tenham perdido suas funções aos olhos do povo, como Jerusalém e Benares, por exemplo, que são vistas como santas, não deixaram de ser centros de resistência ideológica, como esta primeira que mesmo após repetidas guerras e destruições permanece “viva” até a atualidade.

Como centros de inovação as cidades forneciam um solo fértil para os ordenados avanços tecnológicos, e este, por sua vez, contribuía para a expansão da cidade. Entretanto, o progresso tecnológico dependia, além de tudo, da crescente divisão do trabalho, principalmente no limite político. Um bom exemplo disso, foram as cidades da Suméria que eram de início meras cidades-Estado (semelhante às gregas) com limitadas zonas rurais, porém o comércio se estendeu por uma vasta área, habilitando essas cidades a usarem as fontes de trabalho e matéria prima de uma região maior e ao mesmo tempo contribuindo para o surgimento de novas cidades. Os primeiros impérios da Idade do Ferro eram admiravelmente maiores que qualquer império da Idade do Bronze. E à medida que os impérios se foram alargando, aumentaram as dimensões e a majestade de suas cidades. Como observado por Childe, a urbanização na Idade do Ferro em seus cinco primeiros séculos foi mais expressiva do que nos 15 séculos da Idade do Bronze.

No sexto e quinto séculos a.C., os persas expandiram-se para o Turquestão ocidental e criaram uma gama de cidades, quase sempre aproveitando as vilas pré-existentes. Do mesmo modo, na Índia, no fim do quarto século a.C., os maurias estenderam seu império em direção à região sul agrícola e ao Ceilão, promovendo o nascimentos de cidades como Ajanta e Kanchi. Na China durante as dinastias Ch’in e Han, entre os séculos III e II d.C., a vida urbana proliferou em todo país ultrapassando seus limites ao sul e ao oeste. A região da “Grande Rota da Seda” entre a China e o Turquestão ficou repleta de cidades oásis como Suchow, Khotan e Kashgar.

Por outro lado, no fim do segundo milênio antes de Cristo, os fenícios começaram a se expandir e a reviver ou fundar cidades ao longo da costa norte africana e na Espanha. Acompanhados de uma excelente engenharia naval, bem armados e com fortes laços comerciais, os fenícios tornaram-se os verdadeiros donos do Mediterrâneo durante certo período. Alguns séculos depois foi a vez dos gregos tomarem a posição dos fenícios. Suas cidades-Estado construíram numerosos postos urbanos avançados ao longo do Mediterrâneo, desde a Ásia Menor até a França e Espanha, em direção ao leste, até as costas mais distantes do Mar Negro. Mas foi somente com os Romanos que as cidades realmente se expandiram, principalmente, para as regiões não-urbanas do oeste – França, Inglaterra, Países baixos, a região oeste do Reno, Europa Central e até mesmo Oriental.

Existe uma expressiva relação entre a ascensão e queda dos impérios e o crescimento e morte das cidades. As capitais de muitos impérios são muitas das vezes limites alusivos e memoriais de tempos gloriosos em que fizeram parte. Isto é visto na Babilônia, Susa na Pérsia, Vijayanagar na Índia, Selêucia da Mesopotâmia, entre muitas outras. Mas como tudo possui sua exceção, algumas cidades mesmo depois de verem seu império cair permaneceram esplendorosas e adaptaram-se às novas condições e a novos impérios. Atenas é por exemplo uma cidade que mesmo após o fim do império grego, não declinou, adaptou-se ao Império Romano, porém não sobreviveu à queda deste último. Em contrapartida, Bizâncio, uma simples cidade-Estado de pequena importância durante o Império Romano do Oriente, tornou-se a capital do Império do Ocidente, sendo de suma importância nos quase mil anos de Idade Média, e mesmo ao ser tomada pelos Turco-otomanos continuou como capital e até hoje sobrevive como uma grande cidade, sob o nome de Istambul.

Constantinopla (Istambul)

Porém com a falência do Império Romano, a maioria de suas cidades declinaram junto, tanto a capital Ocidental como muitas cidades fronteiriças, algumas a ponto de desaparecer completamente. Contudo, nem todas desapareceram por completo, algumas resistiram durante a Idade Média mantendo uma posição de centros residenciais da elite política e religiosa.

A despeito do declínio do Império romano, muitos do seus conceitos e técnicas permaneceram inalterados e praticados em pequenas cidades urbanas da Europa Medieval e nas regiões orientais pelos bizantinos. Alguma parte da tecnologia e cultura romana serviu de base para a vida no Império Árabe que surgiu posteriormente no Oriente Próximo, no norte da África, na Península Ibérica e até na Ásia Central. Apesar da conhecida "escuridão" científica da Idade Média, o Império Bizantino e Árabe conseguiram manter um relativo avanço no conhecimento herdado da Antiguidade, enquanto o restante da Europa e grande parte do velho mundo se retraíam ou estagnavam diante da Igreja. Os árabes, por exemplo, adquiriram os conceitos do sistema decimal e do zero, diretamente dos hindus; utilizando-os tanto da teoria como na prática, chegando a ultrapassar durante bom tempo o conhecimento do Ocidente. Finalmente, parte de sua cultura influenciou a Europa onde, futuramente iriam ser estabelecidas as fundações da revolução industrial.

Assim com o decorrer do tempo, a Europa "afundada na idade das trevas", estabeleceu contatos comerciais com os árabes e bizantinos; fato que foi de suma importância para a revitalização da vida urbana europeia. Tal retorno ao urbano se deu na Europa por volta dos séculos X e XI d.C. com as cidades-Estado italianas, sendo Veneza a de maior destaque. Em 1000 d.C., Veneza havia estabelecido contatos comerciais  com Constantinopla e as demais cidades do Império Bizantino.

Ilustração representando comércio em cidade Medieval

Após o século XI, muitas cidades europeias adquiriram independência em relação aos pequenos reinos que as cercavam. No norte italiano, em especial, as comunidades urbanas vieram a usufruir considerável autonomia política. Essa autonomia proporcionou um clima favorável ao comércio e fortalecimento da indústria manufatureira urbana. Contudo o grau de autonomia das cidades medievais veio declinando ao longo do tempo, com a criação dos estados Nacionais e a dependência das cidades perante o Rei era enorme. E assim finalizou o período das cidades autônomas e economicamente estagnadas da Idade Média entrando no período das grandes cidades Industriais do período Moderno altamente dependentes da indústria e do governo.


Autor/Edição: Áviner Viana (O Clã dos Bardos)

Referências: 
- Livro a Urbanização da Humanidade, Capítulo 2 - Origem e Evolução das Cidades - Gideon Sjoberg
- Apostila da Disciplina História Econômica/ UFJF

5 comentários :

  1. Muito interessante, parabéns pela postagem.
    Gostaria de ver algo aqui sobre as cidades medievais, seu funcionamento, num resumo prático. Eu sofro da síndrome da "informação de mais". Adoro o tópico voltado às cidades e de tanto ler Le Goff eu sinto que entendo bastante, mas é tanta informação que, na hora de organizar isso de modo mais conciso e coeso, eu me perco!

    Outra, sei que não é site voltado ao RPG, mas eu tenho um projeto pessoal de um jogo com uma pegada medieval, bem crua. Por isso, como os artigos daqui servem de perfeitas inspirações, estou colocando-os no blogroll de lá.

    Abraços!

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  2. Fiz apenas um semestre de História, mas aprendi uma coisa chamada Positivismo, que é não acreditar em apenas uma fonte. Fiquei em duvida em um detalhe interessante e que vi a primeira vez, que os árabes aprenderam os conceitos decimais e o Zero, dos Hindus, pois desde pequenos aprendemos que foi invenção árabe. Alguém pode esclarecer isso? Ab.
    Roberto.

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  3. Prezado amigo,

    Sobre a ilustração do comércio na cidade medieval, saberia dizer-me quem pintou?

    Um abraço,
    José Chadan

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    1. Infelizmente desconheço o autor da pintura, José.

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